No Brasil, seis em cada dez empresas não sobrevivem além de cinco anos. Além disso, de acordo com dados oficiais do IBGE, cerca de 20% das empresas fecham no primeiro ano de funcionamento.
Esse índice é ainda mais preocupante para os MEIs (Microempreendedores Individuais): apesar de representarem a maioria dos novos registros, são os que mais enfrentam dificuldades para manter o negócio ativo.
Mas afinal, por que tantas empresas não sobrevivem? E o que você pode fazer para aumentar as chances de sucesso do seu negócio?
Continue a leitura e descubra!

Tipos de Empresas no Brasil: porte e natureza jurídica
Quando falamos em empresas no Brasil, é importante diferenciar dois aspectos: o porte, que leva em conta principalmente o faturamento anual, e a natureza jurídica, que diz respeito ao formato legal escolhido para registro.
Portes de empresa
O porte define o enquadramento de acordo com o faturamento anual:
- MEI (Microempreendedor Individual): destinado a quem fatura até R$81 mil/ano e atua sozinho. É o modelo mais simples de formalização, mas também o mais vulnerável à mortalidade precoce.
- ME (Microempresa): faturamento de até R$360 mil/ano. Permite contratar mais empregados e ampliar operações em relação ao MEI.
- EPP (Empresa de Pequeno Porte): faturamento de R$360 mil a R$4,8 milhões/ano. Costuma ter maior estrutura e já enfrenta mais obrigações fiscais .
- Médias e grandes empresas: não há definição única em lei federal, mas órgãos como o BNDES classificam empresas médias com receita bruta de até R$300 milhões/ano, e grandes empresas acima desse valor.
Naturezas jurídicas
Já a natureza jurídica se refere ao formato legal do negócio, independentemente do porte:
- Empresário Individual (EI): pessoa física que exerce atividade empresarial em seu próprio nome.
- Sociedade Limitada (LTDA): sociedade formada por dois ou mais sócios, com responsabilidade limitada ao capital social.
- Sociedade Anônima (S.A.): comum em negócios de maior porte, no qual os sócios são acionistas e sua responsabilidade é limitada ao valor das ações que possuem.
- Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): modalidade que substituiu a antiga EIRELI, permitindo abrir uma empresa com apenas um sócio e responsabilidade limitada.
- Cooperativas e associações: voltadas para interesses coletivos ou sem fins lucrativos, como projetos sociais, culturais ou educacionais.
Principais Causas da Mortalidade das Empresas
Diversos fatores explicam por que a mortalidade das empresas no Brasil ainda é tão alta. Entre os mais relevantes, destacam-se:
- Excesso de burocracia: segundo estudo da USP, a burocracia continua sendo um dos principais entraves para empreender no país, atrasando processos e dificultando a regularização.
- Falta de especialização na gestão: muitos empreendedores não têm formação em administração ou finanças, o que compromete decisões estratégicas.
- Planejamento financeiro insuficiente: ausência de fluxo de caixa, mistura de contas pessoais e empresariais e falta de reservas emergenciais.
- Dificuldade de acesso a crédito: altas taxas de juros e pouca orientação para uso adequado de empréstimos prejudicam a continuidade do negócio.
- Concorrência acirrada: empresas que não acompanham as mudanças do mercado, não inovam e não investem em diferenciação acabam perdendo espaço para concorrentes mais preparados.
Sinais de que a empresa pode não sobreviver
Muitos empreendedores percebem tarde demais que a empresa está em risco. Entre os sinais de alerta mais comuns estão:
- Dificuldade em pagar fornecedores e funcionários no prazo
- Uso constante de empréstimos e crédito sem planejamento
- Queda no faturamento sem recuperação consistente
- Falta de reservas financeiras para emergências
- Ausência de relatórios e indicadores claros sobre custos e receitas
Esses sintomas indicam que o negócio precisa de uma revisão urgente na gestão e no planejamento financeiro. Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos, mais rápido é possível agir e preservar a empresa.
Leia também: 6 Custos Ocultos que Quebram Empresas (e Como Evitá-los)
Como evitar que sua empresa faça parte dessa estatística?
Apesar do cenário desafiador, existem práticas que aumentam as chances de sobrevivência:
- Invista em planejamento: antes de abrir, avalie o mercado, defina público-alvo e monte um plano de negócios sólido e claro.
- Organize as finanças: separe contas pessoais e empresariais, registre todas as movimentações e acompanhe o fluxo de caixa.
- Use ferramentas de gestão: plataformas como o Contas Online ajudam a automatizar lançamentos, relatórios e previsões, reduzindo erros e dando clareza.
- Construa uma reserva financeira: tenha capital de giro suficiente para enfrentar meses de baixa receita.
- Foque em capacitação: participe de treinamentos, cursos especializados e acompanhe boas práticas de gestão e finanças.
- Acompanhe indicadores: analise os números, identifique produtos ou serviços mais lucrativos e otimize recursos.
Conte com a tecnologia para te ajudar!
A sobrevivência de uma empresa depende cada vez mais da capacidade de tomar decisões rápidas e baseadas em dados realistas. Nesse contexto, contar com plataformas digitais é essencial.
O Contas Online é um aliado importante, oferecendo:
- Relatórios financeiros automatizados, que simplificam a análise e poupam tempo na gestão.
- Categorização inteligente de despesas, garantindo clareza sobre onde o dinheiro está sendo gasto.
- Cadastro e acompanhamento de clientes e fornecedores, facilitando o controle de relacionamentos comerciais.
- Visão completa do fluxo de caixa, com entradas e saídas organizadas em tempo real.
A tecnologia certa permite identificar problemas antes que eles se tornem irreversíveis e aumenta as chances de crescimento sustentável.

Dúvidas Frequentes
- Quais setores da economia têm maior mortalidade de empresas?
Alguns segmentos como comércio varejista e serviços pessoais registram taxas mais altas, enquanto setores de tecnologia e saúde tendem a ter mais resiliência. - Abrir uma franquia reduz o risco de mortalidade?
Sim, pois o modelo já vem estruturado. Porém, isso não elimina a necessidade de planejamento financeiro eficiente. - Qual a diferença entre encerrar formalmente uma empresa e simplesmente parar de operar?
Encerrar formalmente envolve baixa no CNPJ e nos órgãos fiscais. Muitos empreendedores “abandonam” a empresa, o que gera dívidas tributárias futuras. - Vale a pena migrar de MEI para ME quando a empresa cresce?
Sim. Muitos empreendedores permanecem no MEI por medo da burocracia, mas isso pode limitar o crescimento e gerar passivos tributários. - Como o Contas Online pode ajudar na sobrevivência da empresa?
A plataforma oferece relatórios em tempo real, categorização de despesas, previsibilidade de caixa e clareza sobre o entradas e saídas, reduzindo riscos de má gestão.
Conclusão
A mortalidade das empresas no Brasil ainda é alta, sobretudo entre MEIs e pequenos empreendedores. A burocracia em excesso, a falta de planejamento financeiro e a má gestão são os principais inimigos da sobrevivência empresarial.
No entanto, com disciplina, controle e o apoio de soluções digitais, é possível reverter esse cenário.
O Contas Online é um aliado nesse processo: com relatórios automatizados, categorização inteligente e visão clara do fluxo de caixa, sua empresa ganha mais controle, previsibilidade e segurança para crescer.
Não deixe sua empresa fazer parte da estatística. Invista em gestão e aumente suas chances de crescer e prosperar.
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